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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

sexta-feira, 28 de junho de 2019

sábado, 4 de maio de 2019

Rádio Cova da Beira

Estalou o verniz na assembleia de freguesia de Alpedrinha (Fundão).

Os dois elementos do Movimento Pensar Alpedrinha (MPA) abandonaram a última sessão do órgão por considerarem estarem a ser desrespeitados, desde o início do mandato, ao não obterem respostas nem reuniões para análise dos problemas colocados e pela ausência de documentos que consideram ser fundamentais.

Para o MPA, o estado da freguesia é inenarrável.


Uma notícia Rádio Cova da Beira




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Uma notícia na edição impressa do Jornal do Fundão


terça-feira, 30 de abril de 2019


"Caras e Caros Alpetrinienses, Exmª Srª Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia, Exmºs Sr.s Secretários da mesa, Restantes membros eleitos, Executivo da Junta de Freguesia, Comunicação Social presente, Minhas Senhoras e meus senhores.

Esta é a intervenção política na Assembleia de Freguesia que não quereria fazer. 

Mas não podemos enterrar a cabeça na areia.

A realidade tem que ser encarada, avaliada e alterada!

Quando há ano e meio os Alpetrinienses recusaram por larga maioria o programa que o Movimento Pensar Alpedrinha apresentou para o futuro de Alpedrinha, que implicava independência, iniciativa própria da Freguesia com o envolvimento de todos, transparência e sobretudo muita dedicação de muita gente aos superiores interesses de Alpedrinha, assumimos o lugar nesta Assembleia cientes das responsabilidades mas conscientes que as diferenças em relação ao atual executivo no que ao conteúdo e à forma diz respeito centraria a nossa atuação nas funções regimentares de fiscalização, no alertar para problemas eminentes de gravidade tremenda para o Futuro da nossa Freguesia, na singela sugestão  de procedimentos e na apresentação de propostas que identificássemos como unânimes, quer para o bem de Alpedrinha, quer para o correto funcionamento das instituições.

Neste período de tempo aprendemos que quando se tem maioria tudo é possível, quer no que diz respeito à atuação do executivo, quer em relação ao próprio funcionamento da Mesa da Assembleia. Desde fazer-se tábua rasa de deliberações unânimes desta Assembleia como sejam os casos dos limites de Alpedrinha; da reunião para avaliar a possibilidade e a forma de transmitir em direto as Assembleias; ou a recomendação para que se faça um levantamento completo do estado das acessibilidades na Freguesia para que em situações de emergência sejam ativadados os meios adequados, etc. até ao rídiculo de vermos a Srª Presidente da Mesa da Assembleia justificar o não cumprimento da obrigação decorrente da Lei de publicar as atas das Assembleias com a Proteção de Dados; continuar sem me ser facultada cópia da ata de tomada de posse desta Assembleia depois de pedido feito por mail há meses e reiterado na última sessão; ou o cúmulo de estar aqui sem ter tido acesso à ata da sessão anterior que tem agendada para hoje a sua aprovação; apresentar o executivo um inventário, depois de o termos pedido vezes sem conta, que não cumpre os critérios para a sua elaboração (e bastava ter o executivo estudado as 3 ou 4 páginas relativas ao inventário do Guia da CCDRC para a gestão das freguesias que a eleita pelo MPA Telma Neto ofereceu ao Sr. Presidente da Junta em Setembro para evitar o descrédito do documento que hoje apresenta); e tudo isto associado a um estado geral da Freguesia inenarrável que não há necessidade de esmiuçar mas que se torna óbvio até pela análise do relatório e contas de 2018.

Podíamos ter passado este ano e meio a construir narrativas romanceadas nos locais certos frequentados pelos fazedores de opinião, podíamos ter usado meios de comunicação para alardear incumprimentos e irregularidades na praça pública, podíamos ter feito muita coisa, mas não o fizemos. As instituições merecem-nos todo o respeito independentemente das pessoas que ocupam os cargos. Até hoje achámos sempre, como membros da Assembleia de Freguesia, que era aqui, nestas sessões, nas reuniões de trabalho ou no contacto com a Mesa e\ou nossos pares que deveria assentar a nossa intervenção. Os eleitores em Alpedrinha que votaram MPA mereciam que tivéssemos feito muito mais, mas é a todos os Alpetrinienses que pedimos desculpa por não ter até agora usado todas as armas que podíamos para acabar com as irregularidades óbvias, as possíveis ilegalidades e a mentira que grassa na gestão da nossa Freguesia.

Enquanto a comunicação social global nos entretém com discussões sobre se o VOX é de extrema direita e o Podemos de extrema esquerda, aqui, na nossa Alpedrinha, é no desrespeito pelas regras estabelecidas para o regular funcionamento das instituições democráticas que se gere a freguesia.

E permitam-me recuperar não literalmente a ideia que ainda ontem o Sr. Dr. Vitor Martins, eleito pelo mesmo PSD que tem a maioria absoluta nesta Assembleia, Presidente da Assembleia Municipal do Fundão sublinhou na sessão a que presidiu: os formalismos não são meras “chatices” para cumprir, mas sim o garante do bom funcionamento das instituições democráticas.

Temos definitivamente que tomar outras atitudes. Assim, cumprindo a lealdade que entendemos a nossa presença nesta assembleia nos obriga, informamos desde já que:
1.       desta intervenção facultaremos cópia aos meios de comunicação social local;
2.       de imediato substituiremos a Mesa desta Assembleia na obrigação de publicar as atas, publicando-as nós mesmos;
3.       junto das instâncias hierarquicamente superiores e entidades que tutelam a actividade das freguesias daremos também conta da situação da nossa Freguesia.
4.       de forma a evitar que amanhã, nos locais habituais, se construam narrativas pouco fidedignas sobre o que aqui se passou hoje, deixamos à Mesa e ao Executivo algumas cópias desta intervenção.

Fazemo-lo pelo superior interesse de Alpedrinha que assumimos na primeira sessão em que interviemos ser o nosso foco, a nossa linha orientadora.

E é no superior interesse de Alpedrinha que queremos terminar!

Para ocupar determinados cargos e executar determinadas funções é necessária a conjugação de, pelo menos, três fatores: capacidade, disponibilidade e vontade. É óbvio que tudo o que tem acontecido no último ano e meio demostra que um dos fatores, um par de fatores ou todos eles estão deficitários quer no executivo da Junta quer na Mesa da Assembleia. Porque queremos contribuir positivamente para que as coisas melhorem, sugerimos à Srª Presidente da Mesa que encerre de imediato esta Assembleia, que tome o tempo necessário em dias ou semanas para repor a regularidade dos procedimentos e sugerir ao executivo que faça o mesmo, e depois convoque nova sessão.

Caso entendam que o melhor será continuar esta sessão, brincando à totalitária pseudo-democracia, como se nada se passasse, despachar a ordem de trabalhos em minutos, perante a ausência da única oposição e ter ainda tempo de festejar o facto de hoje terem aturado pouco os chatos do MPA, pedimo-vos, para quando tiverem um tempinho para refletirem e as campainhas da consciência que acredito ainda tenham soarem que tomem, no superior interesse de Alpedrinha, a decisão de respeitar a Vila e os membros do MPA que representam nesta Assembleia um fatia significativa da população.

Tenho dito."

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